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Destaques do LATS 2013

By 1 de abril de 2013 julho 9th, 2020 No Comments

Dois endocrinologistas especialistas em tireoide, Dr. Mario Vaisman e Dra. Gisah Carvalho destacam as novidades científicas e pontos mais importantes do evento. Além disso, Dra. Ana Luiza Maia fala sobre o Prêmio LATS, que recebeu durante o congresso.

XV Congress of the Latin American Thyroid Society (LATS 2013) aconteceu em Florianópolis, entre os dias 20 e 23 de março.

De acordo com Dr. Mario Vaisman, dois pontos merecem destaque: o número recorde de participantes (quase 1500 inscritos) de vários países da América Latina e um número expressivo de trabalhos apresentados, de alto nível científico, principalmente por jovens pesquisadores.

“Na área clínica as maiores novidades foram em relação ao câncer de tireoide: no diagnóstico – novas metodologias utilizando biologia molecular e aprimoramento das já existentes; e em relação ao seu tratamento e seguimento – indicações de cirurgia e tratamento e acompanhamento no pós-operatório, surgiram novas abordagens, centradas na individualização de conduta para cada paciente”, opina .”Tivemos convidados internacionais de altíssima qualificação participando em conferências , simpósios e encontro com professores”, completa o especialista.

Segundo a Dra. Gisah Carvalho, o LATS foi um sucesso. Ela também destacou o número de participantes, além dos palestrantes da Europa, EUA e latino-americanos. “A conferência de abertura, proferida pelo Dr. Michael Tuttle (Thyroid Cancer: Changes in Management and Treatment) teve foco na importância da estratificação de risco para uma abordagem terapêutica mais individualizada”, disse.

A especialista também ressaltou os seguintes assuntos:

– O seguimento do câncer de tireoide com tireoglobulina sem estímulo com TSH recombinante foi demonstrado pela Dra. Carole Spencer como sendo um método acurado;

– Foi abordada a importância de se tratar disfunções tireoidianas na gestação, novos alvos de TSH e valores de TSH trimestral específicos (TSH < ou igual a 2.5 mUI/L para diagnóstico de hipotireoidismo na gestação e TSH = 0.1 a 2.5 no primeiro trimestre, TSH= 0.1 a 3.0 mUI/L no segundo e terceiro trimestres. Já é uma tendência mundial fazer o screening universal com dosagem de TSH no primeiro trimestre;

– Avanços em disfunção tireoidiana: foram discutidas formas alternativas do tratamento do hipotireoidismo como o uso de levotiroxina com dose semanal, antes de dormir e junto com o café da manhã;

– Em relação ao hipertireoidismo, foram abordadas doses de radioiodo para o tratamento da doença de Graves (doses pequenas e efetivas para estabelecer o hipotireoidismo); novidades sobre as bases moleculares da oftalmopatia de Graves; tratamento clínico com droga antitireoidiana e/ou droga antitireoidiana associado à levotiroxina, que pode ser uma forma alternativa de tratar o hipertireoidismo e mantê-lo compensado de forma mais estável.

Prêmio LATS

O Prêmio LATS é concedido a um membro ativo da Sociedade Latino-Americana de Tireoide que fez grandes contribuições para a pesquisa durante sua carreira acadêmica. É considerado o mais importante premio da América Latina na área de tireoide. O prêmio foi entregue durante o LATS 2013 e o vencedor foi convidado para proferir uma conferência abordando suas mais importantes contribuições cientificas.

Dra. Ana Luiza destacou, em sua conferência, as contribuições de seu grupo de trabalho para o entendimento da fisiopatologia das doenças da tireoide, entre elas a doença de Graves, câncer de tireoide e síndrome do T3 baixo.