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Avaliação de Marcadores Moleculares de Prognóstico no Carcinoma bem Diferenciado da Tireoide

Autor: Dra. Laura Sterian Ward - Laboratório de Genética Molecular do Câncer - FCM.  UNICAMP
Publicado em: Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia,Volume 50, n°3, suplemento 1, junho de 2006.

A maior parte dos tumores, que se desenvolvem a partir da célula folicular, é denominado bem diferenciados. Tão bem diferenciados que, geralmente, mantém sua capacidade de captar iodo e de responder a estímulos fisiológicos como TSH.

Graças a esta característica, seu prognóstico é relativamente muito bom. Entretanto, de 5 a 30% dos pacientes evoluem com recorrência. Acredita-se que cerca de 80% dos casos de carcinoma bem diferenciado da tireoide que são atualmente diagnosticados sejam de baixo risco. Infelizmente, ainda não existem marcadores clínicos, cirúrgicos ou anátomopatológicos capazes de distinguir estes pacientes daqueles que, por evoluírem pior, necessitam de cirurgias mais extensas e acompanhamento mais intenso.

O encontro de marcadores moleculares confiáveis que determinem, já ao diagnóstico, a gravidade e, consequentemente, o prognóstico individualizado para cada paciente, poderá economizar somas consideráveis ao serviço público poupando os pacientes de baixo risco de condutas desnecessariamente agressivas.

Demonstramos, recentemente, que a quantificação da expressão de NIS (a proteína da membrana responsável pelo transporte de iodeto para a célula folicular) é fator determinante da resposta terapêutica e da evolução dos pacientes com câncer diferenciado da tireoide. Entretanto, usando marcadores imuno-histoquímicos, incluindo galectina-3, CK-19 e HBME-1, não fomos capazes de distinguir prognóstico.

Mais recentemente,  a literatura vem sugerindo que outros marcadores, quando expressos em câncer diferenciado da tireoide, podem determinar se a evolução será favorável ou não. A expressão dos genes MUC1, BRAF e do gente ATM quantificados por real time - PCR e a expressão identificada por imunohistoquímica e western-blot de MUC 1, ATM, NIS, BRAF e p53 podem estar correlacionados com outros fatores clínicos e anátomopatológicos prognosticadores do CDT.

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