Estará encerrado no dia 28 de fevereiro o recebimento de projetos de pesquisa na área de tireoide. O edital do fomento foi divulgado em setembro do ano passado. Os interessados deve ficar atentos a data de envio. ![]()
Alguns médicos e pacientes percebem mudança no controle do hipotireoidismo ao se usar marcas diferentes de levotiroxina. Por que isso acontece? Dra. Laura Ward, endocrinologista especialista em doenças da tireoide, fez um estudo para esclarecer a questão. ![]()
A Genzyme emitiu mais um comunicado à comunidade médica e aos pacientes sobre a disponibilidade do Thyrogen no Brasil. De acordo com o texto, a empresa recebeu mais dois lotes do produto e estima que a quantidade deverá ser suficiente para suprir a necessidade do mercado até o final de abril de 2012. ![]()
A tireoide é uma glândula que regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Ela também produz hormônios que garantem o equilíbrio do organismo. Tire suas dúvidas e aprenda como fazer o autoexame. Basta um espelho e um copo d'água. ![]()
Flavia Garcia, Gramado, RS
Por ter sintoma aparente, o bócio multinodular foi a primeira doença tireoidiana descoberta. Especialistas afirmam que os relatos iniciais do bócio estão apresentados em pinturas centenárias. Entretanto apenas 5% dos adultos possuem bócios palpáveis o que justifica a grande quantidade de estudos buscando formas de diagnóstico e tratamento dos bócios. Mas este número pode chegar a 60% com o exame de ultrassonografia, principalmente nos idosos.
A maioria dos nódulos benignos e pequenos, entre 1 e 2 cm, permanecem estáveis por muitos anos. Nestes casos, o Dr. Eduardo Tomimori (São Paulo, SP) sugere que não seja feito nada, apenas o acompanhamento do paciente. De 10 a 15% dos bócios tornam-se detectáveis clinicamente entre 7 e 20 anos após o início da disfunção tireoidiana. Mas a toxidade deles vai depender de sua nodularidade e tamanho.
O Dr. João Hamilton Romaldini (São Paulo, SP) afirma que o risco de malignidade é igual entre os bócios únicos e os multinodulares (MNG). A maioria dos bócios MNG são assintomáticos, menos de 5% são malignos e entre 8 e 10% desenvolvem câncer de tireóide. Em relação aos nódulos únicos, ele informou que são mais comuns em pacientes com mais de 60 anos ou menos de 30. Dentre as principais causas para o desenvolvimento do bócio está a deficiência de iodo.
A sugestão do Dr. Romaldini é que os bócios maiores de 1 cm devem ser puncionados. Ainda a respeito do tamanho do bócio, o Dr. Cláudio Albino (Maringá, PR) disse que nódulos maiores de 3 cm têm um risco de 20% de desenvolverem o hipertireoidismo, que é bem menor em nódulos até 2,5 cm. Já a Dra. Rosalinda Camargo lembrou que os conceitos mudaram nos últimos 20 anos. “Antigamente, o médico puncionava apenas os grandes nódulos, mas atualmente puncionamos qualquer um, tendo em vista os resultados apresentados na ultrassonografia. Uma vez benigno, não precisa re-puncionar todos os anos”, afirmou ela, completando que nos casos de malignidade a punção é praticamente obrigatória.
Dentre as orientações de tratamento, o Dr. Cláudio afirmou que a cirurgia é a opção brasileira para os bócios maiores e nos quais a malignidade não tenha sido descartada. Além disso, a cirurgia tem a vantagem da redução imediata e da definição do diagnóstico. Em complemento, o Dr. Romaldini afirma que a operação deve ser também a opção quando outras terapias não resolvem, além de nódulos malignos e grandes. “Não há consenso para os bócios multinodulares. A cirurgia é a opção dos latino-americanos e o tratamento com T4 é o preferido pelos americanos e europeus”, afirmou o Dr. Romaldini.
“Mas e quando o paciente se recusa, como é o caso de idosos, quando ela é contra-indicada?”, questionou o Dr. Claudio, completando que, nessas horas, o médico deve procurar as alternativas, como a iodoterapia.
A respeito das alternativas não cirúrgicas a terapia com radioiodo de mostra a mais adequada, porém 20% dos pacientes não respondem a esse tratamento. E ainda, “quanto maior o bócio, pior a resposta”, afirma o Dr. Cláudio. Outro problema citado por ele é que alguns pacientes têm baixa absorção de iodo sendo necessárias mais sessões de terapia, ficando, assim, o tratamento mais caro, além de haver uma grande possibilidade de internação. Além disso, após a terapia com iodo, o hipotireoidismo ocorre entre 22 e 58% dos pacientes.
O LATS 2009 reuniu os principais especialistas em tireóide, de 30 de abril a 3 de maio, no Hotel Serrano, em Gramado, Rio Grande do Sul (Brasil). O evento foi presidido pela Dra. Ana Luiza Maia.
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