Estará encerrado no dia 28 de fevereiro o recebimento de projetos de pesquisa na área de tireoide. O edital do fomento foi divulgado em setembro do ano passado. Os interessados deve ficar atentos a data de envio. ![]()
Alguns médicos e pacientes percebem mudança no controle do hipotireoidismo ao se usar marcas diferentes de levotiroxina. Por que isso acontece? Dra. Laura Ward, endocrinologista especialista em doenças da tireoide, fez um estudo para esclarecer a questão. ![]()
A Genzyme emitiu mais um comunicado à comunidade médica e aos pacientes sobre a disponibilidade do Thyrogen no Brasil. De acordo com o texto, a empresa recebeu mais dois lotes do produto e estima que a quantidade deverá ser suficiente para suprir a necessidade do mercado até o final de abril de 2012. ![]()
A tireoide é uma glândula que regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Ela também produz hormônios que garantem o equilíbrio do organismo. Tire suas dúvidas e aprenda como fazer o autoexame. Basta um espelho e um copo d'água. ![]()
02/05/2009
Relação do Hipertireoidismo Subclínico com a Doença Cardiovascular
Flavia Garcia, Gramado, RS
A doença cardiovascular é a principal causa de morte prematura no Brasil, com base nos dados do Ministério da Saúde. O Dr. José Sgarbi, da Universidade de Marília, em São Paulo, é pesquisador da relação do hipertireoidismo subclínico com a doença cardiovascular e apresentou dados de seu estudo e das poucas pesquisas publicadas na literatura.
Sendo o hipertireoidismo subclínico a disfunção mais frequente relacionada à tireoide, o Dr. Sgarbi questionou os efeitos cardíacos e anormalidades de pressão arterial relacionadas. Apresentando resultados de estudos internacionais, o especialista concluiu que existem pequenas alterações cardiovasculares, sendo a fibrilação atrial a evidência mais consistente dos efeitos cardiovasculares em pacientes com hipertireoidismo subclínico. O especialista afirmou ainda que não há diferença entre os índices de pressão sistólica ou diastólica, quando comparados os pacientes com hipotireoidismo e os eutiroideos.
“Ainda não há dados suficientes que mostrem a relação entre a doença subclínica e a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares. Os poucos estudos existentes são controversos”, informou o endocrinologista. Por este motivo, a taxa de mortalidade não deve ser utilizada como condição para o tratamento dos pacientes. Entretanto, ele completa que “o tratamento precoce destes indivíduos pode interromper uma progressão para uma doença cardíaca mais avançada”.
Em relação ao tratamento do hipotireoidismo subclínico, o Dr. Sgarbi lembrou que não existe nenhum estudo randomizado, publicado, que fale a respeito de tratar ou não esta disfunção. Desta forma, também não há consenso e o tratamento destes pacientes fica a cargo da decisão de cada médico ou grupo.
Para finalizar, o Dr. Sgarbi afirmou que "a doença subclínica foi uma causa independente para a mortalidade dos pacientes e que estes casos mostram a importância de uma estratégia mais eficiente para o tratamento precoce".
O LATS 2009 reuniu os principais especialistas em tireoide, de 30 de abril a 3 de maio, no Hotel Serrano, em Gramado, Rio Grande do Sul (Brasil). O evento foi presidido pela Dra. Ana Luiza Maia.
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