Em seu artigo, a Dra. Judy Botler fala sobre a contribuição dos Encontros Brasileiros de Tireoide para a construção da política de Triagem Neonatal para o Hipotireoidismo Congênito no Brasil. ![]()
Um dos momentos importantes do Encontro Brasileiro de Tireoide é o Prêmio EBT. Este ano foi o Dr. João Hamilton Romaldini que recebeu a homenagem, entregue a especialistas que tenham dado grande contribuição à tireoidologia brasileira. ![]()
O 14° Encontro Brasileiro de Tireoide encerrou no dia 6 de junho, com mais um balanço positivo. Além de debates, envolvendo tanto a área básica quanto clínica, o Departamento deu início a um novo formato de cobertura multimidia, integrando vídeos, texto e twitter. ![]()
Dra. Lireda Meneses fala sobre o hipotireoidismo e obesidade e hipotireoidismo em crianças, explicando o que deve ser observado nos dois casos. Assista o vídeo com as colocações da especialista. ![]()
Autor: Edna T. Kimura
Publicado em: Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, Volume 52, suplemento 4, junho de 2008
O conhecimento da biologia tumoral da célula folicular tiroidiana tem avançada nos últimos anos com aplicação de métodos genômicos e moleculares com repercussão na prática clínica. As principais alterações genéticas no câncer de tiróide incluem os rearranjos RET/PTC, NTRK, PAX8-PPAR gamma e mutações nos genes RAS e BRAF, com uma característica peculiar de serem mutuamente exclusivas com rara sobreposição no mesmo tumor.
A mutacão de BRAF, uma trasnversão do nucleotídeo T1799A localizado no exon 15, tem merecido uma atenção especial desde a sua caracterização em 2003, por estar presente em cerca de 50% dos carcinomas papíliferos (CP) e em carcinomas anaplásicos com resquícios de CP. Curiosamente, os outros tipos histológicos (carcinoma folicular, medular) não apresentam mutação BRAF. A análise genética de BRAF no material de punção de agulha fi na é indicativa de CP e aumenta a acurácia deste método no diagnóstico pré-cirúrgico.
O produto protéico BRAF V600E é um potente oncogene que participa na ativação sustentada da sinalização intracelular MAPK. Diversos estudos experimentais e clínicos têm mostrado uma associação entre mutação de BRAF e diferentes parâmetros clínicos de progressão, invasão e recorrência no CP.
Paralelamente, agentes farmacológicos inibidores da via BRAF-MAPK vem sendo testado em ensaios clínicos de diferentes tipos de câncer e poderá trazer um avanço promissor, incluindo o benefício no tratamento do câncer de tiróide refratária à terapêutica convencional. Apesar de recente, a caracterização da mutação do gene BRAF tem-se revelado como um importante marcador diagnóstico e prognóstico no carcinoma papilífero de tiróide.
Apoio Financeiro: FAPESP, CNPq.
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