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09/07/2008 Marcadores Tumorais do Câncer de Tiróide: Custo Benefício

Autor: Edna T. Kimura

Publicado em: Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, Volume 52, suplemento 4, junho de 2008

 
O conhecimento da biologia tumoral da célula folicular tiroidiana tem avançada nos últimos anos com aplicação de métodos genômicos e moleculares com repercussão na prática clínica. As principais alterações genéticas no câncer de tiróide incluem os rearranjos RET/PTC, NTRK, PAX8-PPAR gamma e mutações nos genes RAS e BRAF, com uma característica peculiar de serem mutuamente exclusivas com rara sobreposição no mesmo tumor.

A mutacão de BRAF, uma trasnversão do nucleotídeo T1799A localizado no exon 15, tem merecido uma atenção especial desde a sua caracterização em 2003, por estar presente em cerca de 50% dos carcinomas papíliferos (CP) e em carcinomas anaplásicos com resquícios de CP. Curiosamente, os outros tipos histológicos (carcinoma folicular, medular) não apresentam mutação BRAF. A análise genética de BRAF no material de punção de agulha fi na é indicativa de CP e aumenta a acurácia deste método no diagnóstico pré-cirúrgico.

O produto protéico BRAF V600E é um potente oncogene que participa na ativação sustentada da sinalização intracelular MAPK. Diversos estudos experimentais e clínicos têm mostrado uma associação entre mutação de BRAF e diferentes parâmetros clínicos de progressão, invasão e recorrência no CP.

Paralelamente, agentes farmacológicos inibidores da via BRAF-MAPK vem sendo testado em ensaios clínicos de diferentes tipos de câncer e poderá trazer um avanço promissor, incluindo o benefício no tratamento do câncer de tiróide refratária à terapêutica convencional. Apesar de recente, a caracterização da mutação do gene BRAF tem-se revelado como um importante marcador diagnóstico e prognóstico no carcinoma papilífero de tiróide.

Apoio Financeiro: FAPESP, CNPq.

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