O estudo Subclinical Hyperthyroidism and the Risk of Coronary Heart Disease and Mortality foi publicado na revista norte-americana Archives of Internal Medicine. O Dr. José Augusto Sgarbi é um dos coordenadores deste estudo no Brasil.
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Dr. Tadeu Alencar Fonseca, presidente da Comissão Executiva do evento, agradece o apoio de todos. São os momentos finais do XV Encontro Brasileiro de Tireoide. ![]()
XV EBT chega ao último dia de atividades. Vejam as palavras finais sobre o encontro da Dra. Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e do evento. ![]()
O Dr. José Augusto Sgarbi ficou com a tarefa de levantar a questão se existe algo em comum entre o hipotireoidismo subclínico e a Síndrome Metabólica. O Dr. Sgarbi iniciou a apresentação mencionando a entrevista dada pelo ex-jogador Ronaldo, o Fenônemo. ![]()
Um dos momentos mais valorizados dos Encontros é a entrega do Prêmio EBT, que realiza a conferência que dá início à programação científica do evento. Em 2012, na edição que acontece na cidade de Natal (RN), o Dr. Mario Vaisman foi o escolhido para receber a homenagem. ![]()
14/07/2011
Iodo no Sal e as Recomendações Oficiais
Departamento de Tireoide divulga posição oficial em relação à ingesta adequada de iodo no sal. No texto são divulgados dados sobre as várias faixas de idade, menciona a controversa ligação com a Tireoidite de Hashimoto e os problemas quanto ao consumo em excesso e deficiência.
Veja a seguir o documento:
Posição do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, relativa à consulta pública (no35) proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União de 06/07/2011.
As recomendações de vários grupos internacionais como ICCIDD, WHO, US National Academy of Sciences e UNICEF se assemelham em relação à ingesta adequada de iodo em diferentes faixas etárias e situações:
No Brasil, a última Pesquisa de Orçamentos Domiciliares do Ministério da Saúde, de 2003, apontou que o brasileiro possui, em média, o consumo domiciliar diário de sal de 9,6 g. Esse valor, somado ao sal proveniente de alimentos processados e dos alimentos consumidos fora de casa, perfazem um consumo de 12g de sal ao dia. No entanto, ainda está em andamento a Pesquisa Nacional para Avaliação do Impacto da Iodação do Sal (PNAISAL) e os resultados da iodúria medidas nesta pesquisa devem estar prontos até agosto.
Enquanto estes dados não são disponibilizados, ignoramos a real situação do consumo de sal na população Brasileira. Ao contrário, o International Council for the Control of Iodine Deficiency Disorders (ICCIDD) considera que apenas 70 a 89% da população no vasto território nacional tem acesso ao sal iodado o que levanta a suspeita de que parte dos brasileiros sequer tem acesso às quantidades mínimas de iodo necessárias para evitar os males da deficiência.
Iodo em Excesso É a Causa de Tireoidite de Hashimoto?
A relação entre consumo de iodo e incidência de tireoidite ainda é controversa e seguramente não se trata de relação linear. Existem evidencias epidemiológicas e de pesquisa básica e clínica sugerindo que o consumo elevado de iodo pode ser uma das causas do aumento do número de casos de tireoidite de Hashimoto, mas outras causas também podem estar envolvidas, incluindo uma longa lista de disruptores tireoidianos químicos como os bisfenois, a exposição a radiação ionizante, o stress, vírus, etc.
O perigo da Deficiência de Iodo
Por outro lado, o consumo de iodo nos níveis preconizados como adequados, e que são fornecidos pela adição de 20 a 60mg de iodo a cada quilo de sal, previne a maior causa evitável de deficiência mental existente no mundo, que é o cretinismo endêmico, além de prevenir o bócio e, possivelmente o câncer de tiroide de formas mais agressivas como o carcinoma folicular da tireoide. O Brasil sofreu durante séculos com a deficiência de iodo: não queremos retroceder à situação de bócio endêmico, um verdadeiro flagelo da humanidade.
O Problema do Consumo Excessivo de Sal
A Consulta Pública da Anvisa baseia-se na observação de que a população Brasileira consome níveis excessivo de sal, o que está relacionado principalmente ao aparecimento de números assustadoramente crescentes de casos de Hipertensão Arterial. A própria ANVISA estabelece a redução do conteúdo de sal, gorduras, gorduras trans e açúcar nos alimentos. Acreditamos que este deve ser o foco da Agência através de normas e ações reguladoras dos alimentos industrializados, particularmente aquele ofertados para crianças e adolescentes. Diminuir a quantidade de iodo do sal não apenas não resolverá tal problema como possivelmente trará as consequências nefastas acima descritas.
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