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25/02/2019 Hipotireoidismo Primário e Central: Reposição Hormonal

Armadilhas na terapia de reposição hormonal no hipotireoidismo primário e central em adultos. Esse foi o tema do artigo publicado, em 2018, pela Dra. Gisah Amaral de Carvalho (ex-presidente e atual membro da diretoria do Departamento de Tireoide da SBEM), na Revista Europeia de Endocrinologia - European Journal of Endocrinology.

O trabalho, que foi revisado e aceito em fevereiro, foi um dos mais lidos e entrou para o “Top downlouded em 2018” da EJE, com mais de 2,4 milhões de downloads.

Dra. Gisah foi parabenizada pelos responsáveis pela publicação e sua contribuição à Revista destacada pela editora do periódico. “Esperamos que continue a manter o European Journal of Endocrinology como opção para as suas pesquisas e como um lar para o seu trabalho futuro”, afirmou a editora.

O Artigo

De acordo com a endocrinologista, o artigo buscou abordar as falhas que podem ocorrer durante o tratamento dos pacientes que utilizam a reposição de levotiroxina.

Na publicação, a médica explicou que o tratamento padrão do hipotireoidismo primário e central é a reposição do hormônio levotiroxina sódica (LT4) em doses diárias e em jejum. As diretrizes recomendam essa terapia pois é eficaz, fácil de administrar, tem boa absorção intestinal, além de baixo custo. Porém, em alguns casos podem acontecer intercorrências no tratamento.

Segundo Dra. Gisah, muitos pacientes permanecem com hipotireoidismo por causa das síndromes de má absorção, distúrbios hepáticos e interações medicamentosas. “Cerca de 30% dos pacientes também permanece fora do alvo terapêutico, principalmente, por falta de adesão ao tratamento causado por complicações como algumas supracitadas.”

Em seu trabalho, a especialista afirmou que os médicos precisam estar atentos às peculiaridades e aos problemas que possam vir a acontecer no tratamento. Ela enfatizou que esses casos merecem uma investigação mais rigorosa e destacou que alguns estudos estão sendo feitos sobre o assunto.

Relevância do Debate

De acordo com a Dra. Gisah, a discussão acerca do tema é muito importante tanto para médico quanto para os pacientes. Estar ciente de todas as possíveis causas de falha terapêutica de reposição com levotiroxina ajuda na análise e orientação aos pacientes; além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida e saúde deles.

Já para o público em geral, também é essencial que se conheça essas falhas. Com conhecimento e orientação, o paciente compreende a importância do tratamento correto, além de melhorar a adesão ao mesmo. 

O artigo completo está disponível no link abaixo:

Armadilhas na terapia de reposição hormonal no hipotireoidismo primário e central em adultos

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