Estará encerrado no dia 28 de fevereiro o recebimento de projetos de pesquisa na área de tireoide. O edital do fomento foi divulgado em setembro do ano passado. Os interessados deve ficar atentos a data de envio. ![]()
Alguns médicos e pacientes percebem mudança no controle do hipotireoidismo ao se usar marcas diferentes de levotiroxina. Por que isso acontece? Dra. Laura Ward, endocrinologista especialista em doenças da tireoide, fez um estudo para esclarecer a questão. ![]()
A Genzyme emitiu mais um comunicado à comunidade médica e aos pacientes sobre a disponibilidade do Thyrogen no Brasil. De acordo com o texto, a empresa recebeu mais dois lotes do produto e estima que a quantidade deverá ser suficiente para suprir a necessidade do mercado até o final de abril de 2012. ![]()
A tireoide é uma glândula que regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Ela também produz hormônios que garantem o equilíbrio do organismo. Tire suas dúvidas e aprenda como fazer o autoexame. Basta um espelho e um copo d'água. ![]()
Flavia Garcia, de Gramado, RS
O Dr. Lenine Garcia Brandão deu início à sua palestra, no LATS 2009, afirmando que o cirurgião de cabeça e pescoço trabalha com atenção nas complicações. Segundo ele, vários autores mostram que o número de complicações pós-cirúrgicas seria o parâmetro indicativo da experiência do cirurgião. Entretanto, mostrou resultados de dois trabalhos nos quais não há diferença estatística significativa entre o staff dos cirurgiões e os residentes.
Quem está hábil para fazer a cirurgia?
As cirurgias da tireoide são, em geral, dessecativas devido à necessidade de não lesar nenhuma outra área e, por este motivo, o Dr. Lenine afirma que a experiência do cirurgião é o que vai determinar o não aparecimento das complicações. “Quanto mais grave for a situação do paciente, maior a necessidade da experiência do especialista, mas isso não garante que não terá complicações”, afirmou.
Outro ponto lembrado pelo Dr. Lenine foi que quanto maior a extensão do bócio, maior a necessidade da extensão da tireoidectomia. Porém, há uma preocupação, cada vez maior, quanto à questão da estética pós-operatória e, para isso, o médico mostrou alguns cuidados.
No serviço do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, do qual o Dr. Lenine faz parte, o residente faz, em média, 50 tireoidectomias, durante seu curso. Também a respeito da FMUSP, o especialista lembrou que, já na graduação, o aluno passa por seis períodos de seis horas no aprendizado e acompanhamento da cirurgia.
Outras formas de aprendizado apresentadas por ele foram os cursos de pós-graduação e a participação em congressos, seminários e cursos específicos práticos.
Quando fazer a tireoidectomia videoassistida
Em complemento à apresentação anterior, o Dr. Erivelto Volpi falou sobre as tireoidectomias minimamente invasivas, realizadas com o apoio de microcâmeras. Segundo ele, este tipo de cirurgia representa "o estado da arte para os pacientes", pois deixam cicatrizes bem reduzidas.
Entretanto, a tireoidectomia videoassistida não é indicada para todos os casos. O especialista em cirurgia de cabeça e pescoço afirmou que apenas pacientes com tireoide de até 7cm de altura, com bócios de até 4cm de diâmetro podem ser submetidos a este tipo de cirurgia.
O LATS 2009 reuniu os principais especialistas em tireoide, de 30 de abril a 3 de maio, no Hotel Serrano, em Gramado, Rio Grande do Sul (Brasil). O evento foi presidido pela Dra. Ana Luiza Maia.
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