Para Público

23/11/2017 Diabetes e Disfunções Tireoidianas

14 de novembro foi o Dia Mundial do Diabetes. Ao longo do mês diversas ações acontecem no mundo para mobilizar as pessoas sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença. Além dessas questões, especialistas também alertam para a relação entre as disfunções tireoidianas e o diabetes.

Os endocrinologistas explicam que é importante se ter atenção com a glândula da tireoide em diabéticos, pois uma pessoa pode apresentar as duas patologias. Pacientes com diabetes tipo 1 podem ser diagnosticados com hipotireoidismo causado pela Tireoidite de Hashimoto ou hipertireoidismo causado pela Doença de Graves. “Tanto o diabetes quanto as doenças da tireoide são autoimunes, e doenças deste tipo se associam. O diabético tipo 1 tem até 3 vezes mais chance de apresentar problemas tireoidianos. A probabilidade dos do tipo 2 também é grande, mas não sabemos o porquê. Talvez a obesidade ou o processo inflamatório a ela relacionada tenha alguma influência. É importante também ficar atento a associação entre diabetes e doenças da tireoide durante a gestação, pois traz sérias complicações ao feto”, esclareceu Dra. Laura Ward, diretora do Departamento de Tireoide da SBEM.

A glândula da tireoide é responsável por regular o metabolismo. Ela ajuda tanto no metabolismo da glicose quanto no dos lipídios. O indivíduo que apresenta algum problema na tireoide pode ter uma desregulação no controle glicêmico, aumentando o risco de hiper e hipoglicemia. Além disso, de acordo com a Dra. Laura, podem apresentar também colesterol elevado pelo hipotireoidismo e risco cardiovascular. Por isso, é importante o diagnóstico precoce de disfunção tireoidiana em pacientes diabéticos.

Os médicos esclarecem que o diagnóstico é simples. Basta dosar o TSH, que deve ser feito rotineiramente nos pacientes em tratamento de diabetes. Nos diabéticos tipo 1 a dosagem deve ser realizada a cada ano e nos do tipo 2 a cada cinco anos. “O controle da disfunção tireoidiana é essencial. Se for hipotireoidismo, deve ser feita reposição de levotiroxina. Se for hipertireoidismo, o indicado é o uso de drogas antitireoidianas ou radioiodoterapia. Em alguns casos, é necessário cirurgia.”

 

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